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	<description>By Chafi Nader</description>
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		<title>ATR de Dezembro de 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 20:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cana]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta Site]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[cana atr]]></category>

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		<description><![CDATA[ATR do mes de Dezembro de 2011 - ATR SP 0,5037 - Preço Cana Campo SP R$ 55,00 - Preço Cana Esteira SP R$ 61,44]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<a href='http://florestasite.com.br/floresta-site/641/attachment/img_0008/' title='IMG_0008'><img width="150" height="150" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_0008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0008" title="IMG_0008" /></a>
<a href='http://florestasite.com.br/floresta-site/641/attachment/img_0008-2/' title='IMG_0008'><img width="150" height="150" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_00081-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0008" title="IMG_0008" /></a>

<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_0008.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-645" title="IMG_0008" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_0008-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>ATR do mes de Dezembro de 2011</p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="239">
<tbody>
<tr>
<td>- ATR SP</td>
<td align="right">0,5037<img src="http://www.udop.com.br/imagens/seta_verde.gif" alt="" align="middle" /></td>
</tr>
<tr>
<td>- Preço Cana Campo SP</td>
<td align="right">R$ 55,00<img src="http://www.udop.com.br/imagens/seta_verde.gif" alt="" align="middle" /></td>
</tr>
<tr>
<td>- Preço Cana Esteira SP</td>
<td align="right">R$ 61,44<img src="http://www.udop.com.br/imagens/seta_verde.gif" alt="" align="middle" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Agrotóxico</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 14:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Lavar frutas e legumes não é suficiente para tirar agrotóxico Extra Nem sempre o esforço da dona-de-casa de lavar, deixar de molho e esfregar frutas e verduras é o suficiente para retirar o excesso de agrotóxicos. Médicos afirmam que as melhores opções ainda são os produtos orgânicos, que saem da horta sem pesticidas. Testes da <a href="http://florestasite.com.br/noticias-agro-negocios-gado-boi-cafe/agrotoxico/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/animfelinos_18_20100216_1158763686.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-620" title="animfelinos_18_20100216_1158763686" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/animfelinos_18_20100216_1158763686.jpg" alt="" width="74" height="90" /></a>Lavar frutas e legumes não é suficiente para tirar agrotóxico<br />
Extra<br />
Nem sempre o esforço da dona-de-casa de lavar, deixar de molho e esfregar frutas e verduras é o suficiente para retirar o excesso de agrotóxicos. Médicos afirmam que as melhores opções ainda são os produtos orgânicos, que saem da horta sem pesticidas.</p>
<p>Testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificaram resíduos de até quatro pesticidas diferentes em várias amostras de frutas, verduras e legumes.</p>
<p>- Os recordistas de resíduos que nós encontramos foram alface, tomate e morango &#8211; aponta a chefe da Anvisa no Paraná, Elaine Castro Neves, em entrevista ao &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;, da TV Globo.</p>
<p>Segundo ela, a maioria dos venenos são utilizados, muitas vezes, na lavoura e absorvidos pela planta através da raiz. Elaine explica que não há estudos que comprovem que lavar, passar esponja, deixar na geladeira ou tirar a casca elimina o veneno.</p>
<p>Uma dica é evitar comprar frutas lisinhas e legumes perfeitos. Nem sempre o que é mais bonito é o mais saudável.</p>
<p>- Se tiver um bichinho, um furinho que uma minhoca comeu na alface, isso significa que ali não tinha veneno &#8211; diz Elaine.</p>
<p>Ela recomenda ainda que se dê preferência aos produtos da época e sempre variando o cardápio. Mas para se livrar de vez dos agrotóxicos só há dois caminhos: manter uma horta em casa ou adotar os produtos orgânicos.</p>
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		<title>Arroz: Dólar em baixa altera realidade</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 16:59:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Desvalorização da moeda norte-americana, queda dos preços internacionais e prêmio baixo diminuíram interesse pelo mecanismo. O segundo leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, alcançou comercialização de apenas 26,1% das 110 mil toneladas de arroz ofertadas no Rio Grande do Sul. Foram comercializadas 28.750 toneladas. <a href="http://florestasite.com.br/noticias-agro-negocios-gado-boi-cafe/arroz-dolar-em-baixa-altera-realidade/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/animfelinos_31_20100216_1189050267.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-583" title="animfelinos_31_20100216_1189050267" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/animfelinos_31_20100216_1189050267.jpg" alt="" width="87" height="90" /></a>Desvalorização da moeda norte-americana, queda dos preços internacionais  e prêmio baixo diminuíram interesse pelo mecanismo.</p>
<p>O segundo leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), realizado pela  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, alcançou  comercialização de apenas 26,1% das 110 mil toneladas de arroz ofertadas no Rio Grande do  Sul. Foram comercializadas 28.750 toneladas. A oferta de contratos de 15 mil toneladas para Santa Catarina acabou comercializando apenas 2 mil, ou 13,3%. No  primeiro leilão, há 15 dias, foram comercializados 83% da oferta total de 125  mil toneladas.</p>
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		<title>Amarelinho- Citrus</title>
		<link>http://florestasite.com.br/citrus-orange-laranja-citrico/pragas-doencas-plague-curse-damnation/amarelinho-citrus/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 16:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pragas e doenças]]></category>

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		<description><![CDATA[Fruta nova no laranjal Rede de pomares experimentais testa variedades de citros mais resistentes a doenças Edição Impressa 96 &#8211; Fevereiro 2004 Desde o mês passado, a busca por pés de laranja mais resistentes às principais doenças que assolam a citricultura nacional conta com uma rede de novos aliados. Num trabalho que literalmente fincou raízes <a href="http://florestasite.com.br/citrus-orange-laranja-citrico/pragas-doencas-plague-curse-damnation/amarelinho-citrus/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fruta nova no laranjal</p>
<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/XylellaNovaFoto.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-577" title="XylellaNovaFoto" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/XylellaNovaFoto-150x134.jpg" alt="" width="150" height="134" /></a><strong>Rede de pomares experimentais testa variedades de citros mais resistentes a doenças</strong></p>
<p>Edição Impressa 96 &#8211; Fevereiro 2004</p>
<p>Desde o mês passado, a busca por pés de laranja mais resistentes às principais doenças que assolam a citricultura nacional conta com uma rede de novos aliados. Num trabalho que literalmente fincou raízes em seis localidades da região Sudeste, agrônomos e técnicos do Centro de Citricultura Sylvio Moreira &#8211; unidade de pesquisa ligada ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), situada na cidade paulista de Cordeirópolis &#8211; terminaram em janeiro de assentar as últimas mudas que compõem um conjunto de 12 mil plantas muito especiais. Nesses pomares experimentais, localizados em terras pertencentes a quatro municípios paulistas (Araraquara, Botucatu, Itapetininga e Cordeirópolis), um de Minas Gerais (Comendador Gomes) e um do Paraná (Maringá), há amostras de 751 híbridos desenvolvidos recentemente pelos pesquisadores do centro.</p>
<p>Cada nova variedade carrega alguma característica que aparentemente lhe confere mais resistência ou até mesmo imunidade a doenças como a leprose, a gomose, o cancro cítrico e a clorose variegada dos citros (CVC), esta última popularmente conhecida como amarelinho. Quase 65% das plantas são híbridas de copa, da parte superior da árvore, responsável pela aparência e características gustativas do fruto. Nos outros 35%, o caráter de hibridismo está presente em seu sistema de raízes, no chamado porta-enxerto. &#8220;As copas e os porta-enxertos mais usados em nossos laranjais apresentam baixa diversidade genética&#8221;, diz Marcos Machado, do centro de citricultura, coordenador das pesquisas com os híbridos, feitas no âmbito do Projeto Genoma Citros, um dos Institutos do Milênio financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A situação do limão-cravo, o porta-enxerto mais difundido na citricultura paulista, é emblemática: todas as suas mudas derivam de umúnico clone. Têm, portanto, rigorosamente o mesmo genoma. &#8220;Temos de alargar a base genética nas plantações de laranjais para deixarmos de ser o paraíso das doenças&#8221;, afirma Machado.</p>
<p>Todos os 751 híbridos passaram por um período de testes preliminares em casas de vegetação, um ambiente mais controlado do que os pomares abertos para onde foram transferidos. Apenas os que se mostraram mais promissores acabaram sendo selecionados para compor a rede experimental montada pelo centro. Com sorte, em dois ou três anos, os pesquisadores esperam ter em mãos a comprovação científica de que alguns desses híbridos realmente são resistentes às principais doenças de citros. Na última etapa do processo de seleção, deverão sobrar poucas variedades de citros com potencial para serem exploradas comercialmente. Isso porque, além de se mostrarem mais tolerantes a doenças, os híbridos terão de preservar as características de sabor associadas à laranja nacional e apresentarem boa produtividade do ponto de vista econômico. &#8220;Se obtivermos dois bons híbridos no final do projeto, o trabalho já terá valido a pena&#8221;, opina Machado.</p>
<p>Na maioria dos casos, os híbridos foram obtidos por meio de cruzamentos entre duas espécies de citros com características diametralmente opostas: uma delas apresentava grande suscetibilidade a uma ou várias doenças, enquanto a outra se mostrava resistente ou mais tolerante a essas pragas. No que diz respeito às copas, o cruzamento mais comum foi entre a laranja-pêra e tangor Murcott (um híbrido natural de laranja com tangerina). Base da citricultura paulista, onde representa cerca de 45% dos cerca de 200 milhões de árvores plantadas, a laranja-pêra é facilmente atacada pelo cancro cítrico, amarelinho e leprose, doenças que não conseguem se desenvolver plenamente na tangerina. Desse casamento entre opostos, nasceram 311 híbridos distintos. Apesar de &#8220;filhos&#8221; da mesma família, cada híbrido de laranja-pêra e tangor Murcott apresenta um genótipo ligeiramente distinto do encontrado em seus &#8220;irmãos&#8221;.</p>
<p>No caso dos cruzamentos entre diferentes tipos de porta-enxertos, a associação mais comum foi entre a espécie Poncirus trifoliata, que pertence a um gênero próximo dos citros, e a tangerina Sunki. Tal casamento produziu 281 híbridos geneticamente distintos. O objetivo é conseguir porta-enxertos mais resistentes ao fungo Phytophthora, que provoca a gomoses e ao vírus da tristeza dos citros, doença que na década de 1940 quase dizimou os laranjais paulistas e hoje, em versões mais atenuadas, tornou-se praticamente endêmica nos pés de laranja. Um ponto precisa ficar claro com relação aos híbridos: não se trata de plantas transgênicas, embora os conhecimentos da moderna genética tenham sido usados no direcionamento de alguns cruzamentos. Aliás, um dos objetivos do Projeto Genoma Citros é produzir um banco de dados sobre os genes da laranja, da tangerina e de Poncirus. Os pesquisadores geraram 97 mil fragmentos de genes ativos de laranja e 12.700 de tangerina. Quando houver mais informações sobre o genoma dos citros, aí sim a criação de variedades transgênicas, modificadas com genes desse mesmo grupo de plantas, deverá entrar em pauta.</p>
<p><strong>A salvação da lavoura</strong></p>
<p>Pesquisadores brasileiros decifram a bactéria que ameaça os laranjais paulistas e entram para o restrito clube mundial de decodificadores de genes. Entusiasmados, querem fazer da cana e do câncer os próximos alvos.</p>
<p><strong>Por Claudio Angelo</strong></p>
<p>Ela é impertinente até no nome. Possuidora de uma fórmula química poderosa, a bactéria Xylella fastidiosa contamina hoje nada menos do que 74 milhões de pés de laranja do Estado de São Paulo. Ou seja, um terço das 220 milhões de laranjeiras plantadas na maior região produtora de cítricos do mundo estão ameaçadas. A Xylella, que é carregada por algumas cigarras, dentro do intestino, cai nas folhas e ramos e provoca o amarelinho. A doença entope os veios da planta e impede o crescimento da fruta. Imagine o prejuízo. Do interior paulista saem, anualmente, 15 milhões de toneladas de laranja, gerando uma renda para os produtores de 1 bilhão de dólares. A praga acarreta perda suficiente para deixar muita gente com a boca seca.</p>
<p>Daí a festa quando cientistas de institutos de pesquisa e universidades paulistas se reuniram para salvar a lavoura. Trabalhando sem parar desde o final de 1997, eles já decifraram 75% do código genético do bicho. A idéia é descobrir, até abril, a seqüência de substâncias que constituem os cerca de 2 000 genes da cadeia de DNA — ou seja, do genoma — do parasita. É o que se chama seqüenciamento de bases. Quando a missão acabar, a Xylella terá se tornado o primeiro organismo inteiramente seqüenciado no Brasil e um dos vinte primeiros do mundo. Depois, é fazer o mapeamento, ou seja, descobrir, dentre todos os genes do DNA, onde estão os que &#8220;escrevem&#8221; a receita das proteínas que fazem mal à agricultura. &#8220;Poderemos, então, inibi-los&#8221;, disse à SUPER o bioquímico Andrew Simpson, do Instituto Ludwig de Pesquisa do Câncer, em São Paulo. Simpson é também coordenador do Instituto Virtual de Análise de Nucleotídeos, que congrega os trinta laboratórios que estão desmontando o agente causador do amarelinho. O instituto é virtual porque os colegas não trabalham juntos, lado a lado. Cada grupo faz a sua parte e manda os resultados via Internet para um único computador, que reúne e analisa tudo.</p>
<p>O Projeto Genoma Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, entidade que o financia) é o maior programa de biologia molecular e o mais caro plano de investigação da história da ciência brasileira. Com a compra de equipamentos de última geração, já consumiu 12 milhões de reais. E colocou o Brasil entre os países que possuem os maiores aparelhos seqüenciadores do mundo. Daqui para a frente, a ambição dos cientistas brasileiros é ainda maior: decifrar a cana-de-açúcar e os tumores malignos que mais atacam os brasileiros.</p>
<p><strong>A vítima</strong></p>
<p>O amarelinho é uma doença que entope os vasos por onde corre a seiva da laranjeira. A planta, desnutrida, fica com esta cara amarela</p>
<p><strong>A solução</strong></p>
<p>O primeiro passo rumo à cura do amarelinho está em centenas de pequenos frascos como estes ao lado. Eles contêm pedaços de DNA prontos para terem seus genes decodificados</p>
<p><strong>O algoz</strong></p>
<p>A cigarra acrogonia é uma das cinco transmissoras da praga do amarelinho. Ela carrega nos intestinos a bactéria Xylella fastidiosa e a deposita nas folhas do pé de laranja. A fastidiosa tem cerca de 2 000 genes, dispostos em uma fita dupla de DNA</p>
<p><strong>Os mapas do açúcar e do câncer</strong></p>
<p>O trabalho com a bactéria do amarelinho caminha em ritmo acelerado. &#8220;Mas isso não significa que teremos imediatamente um tratamento contra a praga&#8221;, alerta a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo. Depois do seqüenciamento, é preciso mapear e descobrir o que cada gene faz. Alguns laboratórios já estão nessa etapa do estudo. &#8220;Só depois de tudo, pode-se pensar na criação de uma vacina&#8221;, diz Mayana.</p>
<p>Mas, mesmo antes de concluir a fase laranja, o instituto virtual planeja atacar duas novas frentes: a cana-de-açúcar e o câncer. O primeiro projeto visa identificar 50 000 genes ligados ao crescimento e à produtividade da cana, outro grande hit agrícola brasileiro, com uma safra anual de 300 milhões de toneladas.</p>
<p>Desta vez, não se trata de seqüenciar todo o DNA da cana, mas só os genes (identificados por outros métodos) que carregam as mensagens que ordenam a fabricação de proteínas responsáveis pela produtividade da planta. É que a cana tem uma cadeia de DNA enorme, com genes desativados e muitos duplicados. &#8220;A gente só olha o que interessa&#8221;, diz o biotecnólogo Jesus Ferro, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Jaboticabal, região canavieira do interior de São Paulo. Mesmo parcial, o estudo do genoma da cana deve engolir pelo menos 5 milhões de reais da Fapesp e outros 500 000 reais da Copersucar (Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo).</p>
<p>Com 5 milhões de reais prometidos pelo Instituto Ludwig da Suíça, e outro tanto da Fapesp, eles pretendem seqüenciar, em seguida, genes relacionados aos tumores de maior incidência no país. O câncer de mama, que mata quase 7 000 brasileiras ao ano, é o primeiro da lista.</p>
<p>Todo tumor é formado de células nas quais alguns dos 100 000 genes humanos estão alterados e, por isso, elas se multiplicam desordenamente. A meta é encontrar esses genes defeituosos, o que, mais uma vez, não significa achar a cura imediata da doença, mas dar um passo vital para descobrir o melhor tratamento. Foi decifrado a bactéria causadora da úlcera, a Helicobacter pylori, e cientistas do Instituto de Pesquisa de Genomas, em Maryland, Estados Unidos, verificaram, em 1997, que alguns de seus genes tinham uma seqüência vulnerável. Descobriram, assim, os pontos fracos do inimigo. Agora, ficou mais fácil criar um remédio, e até uma vacina, contra o mal. &#8220;O genoma abre novas possibilidades de cura&#8221;, garante Simpson, do Instituto Ludwig.</p>
<p><strong>Para saber mais</strong></p>
<p>Na Internet: www.fapesp.br1. Pares fiéis</p>
<p>Cada gene é formado por moléculas que contêm uma das seguintes substâncias chamadas base: adenina (A), guanina (G), citosina (C) e timina (T). Elas se ligam aos pares. Mas a adenina só se junta à timina (A-T) e a citosina à guanina (C-G).</p>
<p><strong>2. Picadinho de amostras</strong></p>
<p>O objetivo é descobrir a ordem em que as bases se enfileiram. Para isso, os cientistas quebram a fita de DNA aleatoriamente em milhares de pedaços, que vão ser analisados um a um. Eles serão, por sua vez, usados como matriz para fazer milhares de outras cópias daquele trecho de DNA. Depois, em cada reprodução, separa-se A de T e C de G por meio de reações químicas, partindo-se a fita ao meio.</p>
<p><strong>3. Banho de imersão</strong></p>
<p>As metades de cada fita são mergulhadas numa sopa química onde há outras bases A, C, G e T, na qual algumas, só algumas, foram modificadas pelos cientistas. As bases alteradas são fluorescentes, cada uma com uma cor, e, além disso, programadas para, assim que encontrarem a sua correspondente (lembre-se: A com T e C com G), interromper os casamentos e cortar a fita.</p>
<p><strong>4. Casamento</strong></p>
<p>Assim, as bases não-modificadas vão se casando com seus correspondentes da seqüência original. Até que aparece uma fluorescente que, ao topar com sua cara-metade, encerra a brincadeira. No final, resta um monte de casais luminosos arrastando caudas de diferentes tamanhos, formadas pelos pares que conseguiram se casar antes de aparecer o brilhante estraga-prazeres.</p>
<p><strong>5. Gelatina elétrica</strong></p>
<p>O passo seguinte é mergulhar essas minhocas de olhos luminosos numa gelatina eletrificada. A eletricidade as empurra em direção a um sensor de luz. Quando passa pela câmera, o casal brilhante que vai à frente é registrado. Pela cor, sabe-se quem é ele. Imagine que a seqüência. analisada seja formada por dez bases. Como há milhares de cópias, vai acabar havendo, por probabilidade estatística, casais luminosos em todos os seus pontos. E, como os pares que carregam uma cauda menor chegam antes ao sensor, o primeiro a passar será aquele que interrompeu a cadeia no ponto um e não carrega rabo. O segundo será o que interrompeu no ponto dois e assim por diante. Desse modo, a ordem de chegada revela a ordem das bases que existem naquele trecho do DNA.</p>
<p><strong>6. Juntando pedaços</strong></p>
<p>Para remontar a cadeia toda, a operação é repetida em cada pedacinho de DNA quebrado no começo do processo. Um programa especial de computador determina qual vem antes e qual vem depois. Com a cadeia fechada, abrem-se outras duas etapas altamente complexas: identificar quais pedaços constituem um gene e qual a função de cada um.</p>
<p>fonte: super.abril</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Deu na nature</strong></p>
<p>Mapeamento do genoma de bactéria que ataca os laranjais, feito no Brasil por 192 pesquisadores, ganha capa da mais importante revista científica do mundo. É a primeira vez que isso ocorre em 130 anos</p>
<p><strong>Eduardo Marini</strong></p>
<p>A ciência brasileira viveu um dia histórico na quinta-feira 13. Pela primeira vez em 130 anos de existência, a revista britânica Nature, a mais respeitada publicação científica do mundo, dedicou sua capa a um artigo brasileiro, produzido a partir dos resultados de uma pesquisa totalmente desenvolvida no País. O título Citrus pathogen sequenced (Patógeno cítrico sequenciado), na primeira página da publicação, anuncia um artigo de sete páginas com explicações sobre o sequenciamento completo do genoma da Xylella fastidiosa, uma bactéria responsável pela Clorose Variegada de Citros, nome da doença conhecida como praga do amarelinho, que castiga três em cada dez pés de laranja do Estado de São Paulo. O parasita enruga a casca da fruta, suga a seiva da planta, seca boa parte do suco e causa prejuízos anuais de pelo menos US$ 100 milhões, ou R$ 180 milhões, no câmbio comercial. “Os genomas anteriores foram baseados na Europa e nos Estados Unidos. Os grandes pesquisadores estão felizes com a chegada do Brasil a este clube”, afirmou o editor David Adam no editorial da revista. “A cada vez que um mapeamento de genoma é concluído e reconhecido, a ciência avança, de um dia para outro, pelo menos dez anos no estudo daquele organismo. Por isso, hoje é um dia de glória para os cientistas brasileiros”, empolga-se o bioquímico Andrew Simpson, um inglês que abandonou os centros de pesquisa americanos e europeus para viver em São Paulo e coordenar o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e a rede que mapeou os genes da Xylella. Seu nome é o primeiro da lista quilométrica de 116 autores que assinam o texto publicado na Nature.</p>
<p>O destaque oferecido pela revista confirma o potencial de um dos maiores feitos da pesquisa acadêmica do País em todos os tempos. Os trabalhos, iniciados em outubro de 1997, receberam ponto final no dia 6 de janeiro deste ano, dez meses antes do prazo previsto. Para viabilizar o projeto, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) criou a rede Onsa, um instituto virtual sem instalações físicas fixas ou corpo administrativo, com 192 pesquisadores das três universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) espalhados em 35 laboratórios ligados por computador. A Fapesp investiu US$ 12,5 milhões no projeto. O Fundo Paulista de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), organização de produtores de suco que serão diretamente beneficiados com a descoberta de uma forma de combate à praga, completou o orçamento com US$ 500 mil. O suco concentrado de laranja é o sexto produto da pauta de exportações do País e o segundo do Estado de São Paulo, com uma receita nacional de exportação de US$ 1,5 bilhão anual.</p>
<p>Onça com s – Os pesquisadores do consórcio se permitiram uma pequena brincadeira ao escolher a sigla Onsa. Traduzido para o inglês, o nome oficial da malha virtual da Fapesp, Organização para o Sequenciamento e Análise de Nucleotídeos, torna-se Organization to the Nucleotide Sequencing and Analysis (Onsa). Como o projeto Genoma Humano financiado com dinheiro do governo americano foi batizado de The Institute for Genomic Research (TIGR) e tem como símbolo um tigre (tiger, em inglês), a turma da Fapesp adotou sua onça com s e escolheu o animal, comum nas matas brasileiras, para representar o projeto.</p>
<p>Os cientistas da rede Onsa sequenciaram os 2,7 milhões de pares de bases químicas do DNA da Xylella. As quatro bases – adenina, timina, citosina e guanina – são representadas pelos cientistas pelas letras A, T, C e G. Os pares de bases são feitos apenas entre adenina e timina (AT) ou entre citosina e guanina (CG). Eles ficam presos pela extremidade por uma longa cadeia espiralada de fosfato e açúcar, a molécula de ácido desoxirribonucleico, o DNA. Os genes são sequências de DNA com função, que é a capacidade de produzir as proteínas necessárias para a formação de um ser vivo.</p>
<p>Letras embaralhadas – Cada um dos 35 laboratórios recebeu uma parte do genoma, sempre composto pelas quatro letras, e o organizou na sequência. É como se um livro com 5,4 milhões de letras tivesse seus milhares de páginas arrancadas. As páginas teriam suas letras embaralhadas e seriam entregues, de forma aleatória, aos laboratórios encarregados de colocar todas as letras em seus lugares. O complexo trabalho de colocar estas “páginas” na ordem certa sem equívocos foi possível graças aos programas desenvolvidos pelo Laboratório de Bioinformática da Unicamp, coordenado pelos pesquisadores João Meidanis e João Carlos Setúbal. Coube à dupla organizar o sistema que, guardadas as proporções, fez o trabalho análogo ao dos supercomputadores usados pela empresa americana Celera Genomics no mapeamento do Genoma Humano. “O mapeamento não seria possível sem essa capacidade de processamento de informações”, admitiu Setúbal.</p>
<p>O esforço não foi em vão. Ao final dos trabalhos, os cientistas da rede Onsa tinham nas mãos o primeiro sequenciamento pioneiro do DNA de um fitopatógeno (agente causador de doença em plantas) no mundo – e também o primeiro genoma totalmente realizado fora de um centro de pesquisa americano, europeu ou japonês. Após este trabalho, concluído em janeiro, os pesquisadores iniciaram a fase de identificação dos genes ativos, isto é, com características funcionais, na bactéria. A escolha da Xylella fastidiosa não foi aleatória. “Precisávamos de um organismo cuja carga genética não fosse excessivamente simples nem extensa a ponto de impedir a conclusão dos trabalhos numa experiência inédita”, explica o diretor científico da Fapesp, o físico José Fernando Perez. “Além disso, o conhecimento da estrutura genética deste ser vivo deveria permitir iniciativas para a solução de um problema importante para o País”, acrescenta o diretor. A soma desses requisitos e o empenho dos citricultores levaram a Fapesp a escolher a praga do amarelinho.</p>
<p>O conhecimento adquirido pelos cientistas começa a produzir frutos. O genoma da bactéria Xanthomonas citri, responsável pelo cancro cítrico, é duas vezes maior que o da Xylella. Mesmo assim, este segundo mapeamento, que envolveu apenas dez laboratórios da Rede Onsa e consumiu um investimento de US$ 6 milhões, está prestes a ser anunciado. Além da Xanthomonas, o Projeto Genoma-Fapesp espera anunciar, até o final de 2001, a conclusão dos genomas da cana-de-açúcar, do câncer humano, em parceria com o Instituto Ludwig de São Paulo, e da bactéria clavibacter, que causa uma doença chamada raquitismo na cana-de-açúcar. O momento é tão positivo que o Departamento de Agricultura dos EUA resolveu financiar ainda este ano, no Brasil, o mapeamento de uma bactéria variante da Xylella, que ataca os vinhedos da Califórnia.</p>
<p>O sucesso do Projeto Genoma faz justiça a uma ilha de excelência respeitada em todos os setores do sistema acadêmico brasileiro, o que não é tarefa das mais fáceis. A lei que criou a Fapesp, em 1962, reservava para a agência 0,5% de toda a receita tributária paulista. O aumento do porcentual para 1%, em 1989, abriu o caminho para vôos mais altos. Quando o dinheiro vindo dos cofres públicos é insuficiente, a agência busca outras fontes. Dos R$ 913 milhões do orçamento total de 1998, R$ 188 milhões foram enviados pelo Estado em 12 cotas mensais, R$ 210 milhões vieram de aplicações financeiras e R$ 515 milhões saíram de parcerias com grupos privados, além de institutos brasileiros e estrangeiros.</p>
<p>Clube dos 14 – Os esforços da Fapesp colocaram a rede brasileira em um clube de 14 grupos que concluíram um sequenciamento genético no eixo EUA–Europa–Japão. Mas há o risco de se perder os rendimentos da descoberta se algumas medidas não forem tomadas rapidamente. Essa é a avaliação do biólogo Fernando Reinach, titular do Instituto de Química da USP, professor da Faculdade de Medicina da Cornell University, nos Estados Unidos, e um dos pesquisadores da rede. “O problema é a falta de relacionamento entre as universidades, seus pesquisadores e os grupos interessados em investir no Brasil para que esse conhecimento básico permita o desenvolvimento de remédios ou sistemas de combate à praga do amarelinho”, afirma Reinach.</p>
<p>Em outros países, o trabalho de desenvolver remédios a partir das descobertas acadêmicas fica, segundo o pesquisador, a cargo de pequenas e médias empresas de biotecnologia apoiadas por investidores que apostam no risco. Descoberta a fórmula, ela é vendida aos grandes laboratórios e grupos do setor, que depois irão pagar direitos às universidades de acordo com a venda. “O que produz boas patentes e resultados financeiros são as soluções encontradas em função dos estudos. Publicar é do jogo, mas a divulgação implicará perda de vantagem competitiva. Se os 21 projetos bancados pela Fapesp não produzirem resultados, empresas internacionais estruturadas poderão desenvolver substâncias contra a praga do amarelinho, patentear esses trabalhos e lucrar muito a partir do conhecimento produzido por nós”, diz o biólogo. José Fernando Perez, da Fapesp, discorda do colega. “Não se pode fazer pesquisa e depois sentar em cima de tudo. O Brasil produz 1% dos artigos científicos publicados no mundo. Se soubermos ler com cuidado e competência os 99% que foram feitos pelos outros, também poderemos tirar proveito. A via é de mão dupla. No fundo, o pesquisador quer mesmo é produzir, de preferência no limite do conhecimento”, acredita o diretor Perez. O importante é que a ciência brasileira continue a caminhar. Mesmo que seja com polêmicas.</p>
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		<title>Genoma da bactéria do amarelinho</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 16:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pragas e doenças]]></category>

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		<description><![CDATA[Genoma: pesquisa brasileira será capa da Nature A equipe de brasileira que seqüênciou o genoma da bactéria que provoca o amarelinho, uma praga que ataca os laranjais, lavouras brasileiras de cana-de-açúcar e até vinhedos da Califórnia, será capa da revista Nature desta semana. Brasília &#8211; Uma pesquisa brasileira, reunindo cientistas locais e estrangeiros, que resultou <a href="http://florestasite.com.br/citrus-orange-laranja-citrico/pragas-doencas-plague-curse-damnation/genoma-da-bacteria-do-amarelinho/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Genoma: pesquisa brasileira será capa da Nature</p>
<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/laranjeira-amarelinho.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-573" title="laranjeira-amarelinho" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/laranjeira-amarelinho-150x143.jpg" alt="" width="150" height="143" /></a>A equipe de brasileira que seqüênciou o genoma da bactéria que provoca o amarelinho, uma praga que ataca os laranjais, lavouras brasileiras de cana-de-açúcar e até vinhedos da Califórnia, será capa da revista Nature desta semana.</p>
<p>Brasília &#8211; Uma pesquisa brasileira, reunindo cientistas locais e estrangeiros, que resultou no seqüenciamento completo da bactéria Xylella Fastiosa, responsável pela propagação de pragas que atacam lavouras de laranja, café, uva, cana-de-açúcar, ameixa, pêssego, amêndoas entre outras plantações, será capa de uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a inglesa Nature, que começa circular na quinta-feira.</p>
<p>O genoma da Xylella Fastiosa que foi seqüenciado é o que provoca o amarelinho, uma praga que ataca os laranjais do País e que dará origem a novas pesquisas que visam identificar o comportamento desta bactéria em lavouras brasileiras de cana-de-açúcar e até vinhedos da Califórnia.</p>
<p>O biólogo inglês Andrew Simpson, coordenador do projeto desenvolvido pelo Instituto Ludwig, da Suíça, em parceria com a FABESP e universidades, faculdades públicas e privadas do País, além de diversos centros de pesquisa, não escondia o seu contentamento nos corredores da 52ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência com o reconhecimento mundial do trabalho. &#8220;Isso dará novo impulso para novas pesquisas aqui&#8221;, disse, mencionando o projeto que visa, até o fim do ano, seqüenciar geneticamente alguns tipos de câncer que se alastram por meio de bactérias. &#8220;Esperamos ter uma alguma novidade nessa área até o final do ano&#8221;, disse Simpson, que fala com alegria e um forte sotaque britânico da possibilidade de o Brasil vir a fazer uma análise mais detalhada da doença que mata milhares de pessoas por ano em todo o mundo.</p>
<p>O projeto que seqüenciou a Xylella Fastidiosa responsável pelo amarelinho, que está dando mais notoriedade à pesquisa realizada no País, envolve investimento de US$ 20 milhões e teve início em 1997. Simpson informou que, com o seqüenciamento completo da bactéria, concluído no início do ano, começa agora uma das mais importantes fases da pesquisa. &#8220;Após o seqüenciamento dos genes da Xylella Fastidrosa, ou etapa conhecida como genoma, terá início a fase de transcritoma e, depois, proteoma, ou seja o que há no meio, entre os gens e a proteína, ou melhor, o grupo delas existentes na bactéria&#8221;, explicou Simpson, em tom didático e concluiu: &#8220;Só assim podemos desenvolver produtos para eliminar a praga&#8221;.</p>
<p>O amarelinho chega a causar, segundo Simpson, prejuízos anuais de mais de US$ 100 milhões aos produtores de laranja, comprometendo a qualidade da produção cítricos, um dos produtos mais importantes da balança comercial brasileira, ao lado de minério de ferro e grãos. O biólogo inglês, há dez anos no País, fala orgulhoso da capilaridade do projeto, que une, via Internet, cerca de 200 pesquisadores e diversos laboratórios de universidades e faculdades públicas e privadas, especialmente de São Paulo.</p>
<p>O trabalho foi desenvolvido numa espécie de mutirão em que cada centro de pesquisa analisou uma parte da bactéria até concluir o seu seqüenciamento completo. Para isso, chegaram até a constituir a Onsa, que tem como símbolo uma onça, que é a Organization Nucleotide Sequencing and Analysis, onde todos os resultados são divulgados publicamente. Foi isso, contou Simpson, que levou um grupo de produtores de uvas da Califòrnia a procurar a Fabesp e o Instituto Ludwig para que seqüenciassem a bactéria responsável pela praga, conhecida como doença de Pierce, que compromete os resultados de um dos vinhos mais consumidos nos Estados Unidos. A região mais atingida é justamente a de Napa Valley, de onde saem os vinhos californianos mais tradicionais, apreciados em todo o mundo.</p>
<p>Paralelamente, disse Simpson, o grupo também passa a analisar a cana-de-açúcar na tentativa de erradicar essas pragas. No ritmo em que a pesquisa, acredita Simpson, será possível reunir massa crítica no projeto para atacar outras pragas causadas por bactérias. Na medida em que a tecnologia de seqüenciamento for ganhando mais espaço, será possível inclusive erradicar pragas que afetam importantes segmentos da economica brasileira. Foi uma praga nas seringueiras, por exemplo, que fez com que Henry Ford, o famoso criador do Ford T, o primeiro carro em grande escala produzido no mundo, abandonasse o sonho de ter no Brasil, em Fordlândia, na Amazônia, o maior centro produtor de borracha do mundo.<br />
(Matéria retirada do Estadão) 11/07/00</p>
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		<title>Dicas de Geadas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 16:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas- Geadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Dicas de Geadas Cepagri/Unicamp 13/07/00 Nós do florestasite passamos as 24 horas do dia pesquizando para auxiliar voce GEADAS: CONDIÇÕES DE OCORRÊNCIA E CUIDADOS H. S. Pinto, J. Zullo Jr e O. Brunini INFORMAÇÕES GERAIS: Em noites de geadas, com ausência de ventos portanto, o ar frio &#8220;escorre&#8221; encosta abaixo como se fosse água durante <a href="http://florestasite.com.br/agricultura-milho-soja-cafe-cana-acucar-feijao-arroz/cafe/geadas-frio-cafe/dicas-para-geadas/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dicas de Geadas                     Cepagri/Unicamp</p>
<p>13/07/00</p>
<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/IMG_0444.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-566" title="IMG_0444" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/IMG_0444-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nós do florestasite passamos as 24 horas do dia pesquizando para auxiliar voce</p>
<p>GEADAS: CONDIÇÕES DE OCORRÊNCIA E CUIDADOS</p>
<p>H. S. Pinto, J. Zullo Jr e O. Brunini</p>
<p>INFORMAÇÕES GERAIS:</p>
<p>Em noites de geadas, com ausência de ventos portanto, o ar frio &#8220;escorre&#8221; encosta abaixo como se fosse água durante a chuva, acumulando-se no fundo de vales ou bacias. Assim, culturas plantadas nas partes baixas do terreno estão sujeitas às geadas, devido a esse acúmulo do ar frio. Lembre-se de manter a meia &#8211; encosta livre de mato e o solo uniforme permitindo assim que o ar frio passe livremente sem danificar a cultura;</p>
<p>As geadas de irradiação ocorrem na ausência de ventos e sempre com céu claro. Nessas condições, as plantas perdem calor e se resfriam durante a madrugada, passando a &#8220;fabricar&#8221; mais ar frio que se acumulam nas partes baixas do terreno. A eliminação de vegetação rasteira (grama, capim, restos de cultura etc) em áreas acima da cultura desfavorece portanto a formação de geadas. A baixa umidade favorece a queda das temperaturas.</p>
<p>O uso de cobertura morta (&#8220;mulch&#8221;) nesta época do ano favorece a formação de geadas de irradiação em noite com temperaturas baixas;</p>
<p>Geadas fracas ocorrem em noites de céu claro, sem ventos e baixa umidade do ar, em baixadas, com temperatura do ar ao redor dos +4 ou +5C. Geadas moderadas com temperatura entre +2 a +3C e severas, entre 0 e 2C. Nessas condições as folhas vegetais mais expostas atingem temperaturas cerca de 5C mais baixas do que no ar. Folhas de café e cana morrem com -3,5C, citrus -6 a -7C, tomate e verduras +2C e banana e mamão +5C.</p>
<p>A ocorrência de geadas na região Sudeste, concentra-se nos meses de junho a agosto com casos excepcionais em maio e setembro. De modo geral, em média ocorrem geadas fracas a cada 4/5 anos, fortes a cada 9/11 anos e severas a cada 18/20 anos.</p>
<p>A melhor proteção direta contra geadas para as culturas hortícolas, viveiros ou plantas jovens no campo é a irrigação (aspersão ou inundação) algumas horas antes da ocorrência. O uso de cobertura plástica, sacos de papel, palha etc é também eficiente. A simples queima de pneus ou outras substâncias produzem apenas fumaça e não tem efeito preventivo algum.</p>
<p>Na região do Norte do Paraná, uma forma encontrada pelo IAPAR para proteger mudas novas de café no campo contra geadas, consiste em pisar na plantinha mantendo-a dobrada junto ao chão e com a enxada, jogar terra sobre ela.</p>
<p>PLANEJAMENTO DE PLANTIO EM FUNÇÃO DE GEADAS</p>
<p>As medidas de longo alcance visando a proteção das plantas (principalmente cafezais) contra as geadas são definidas pelo Dr. Ângelo P. de Camargo (IAC &#8211; climatologia agrícola):</p>
<p>Reservar para o cultivo do café os terrenos convexos livres da acumulação de ar frio, como as elevações com mais de 10% de declividade e os espigões com mais de 5%;</p>
<p>Evitar o plantio em baixadas e em encostas baixas, em espigões muito extensos ou planos, em terrenos de configuração côncava e em bacias com gargantas estreitas a jusante;</p>
<p>Nunca deixar vegetação alta e densa abaixo do cafezal, quer a meia encosta quer em gargantas a jusante. Quando não for possível remover toda a mata das gargantas abaixo da cultura deve-se fazer corredores (cerca de 100 metros de largura) com a função de escoadouro para o ar frio, impedindo seu acúmulo sobre as planta;</p>
<p>Quando há vales acima do terreno cultivado deve-se manter a garganta entre esses vales e o cafezal o mais fechado possível, com matas densas e altas, para evitar a invasão pelo ar frio vindo de montante. A construção de açudes para represar água acima dos cafezais é excelente prática de defesa preventiva contra geadas.</p>
<p>Plantar árvores esparsas nas áreas mais sujeitas à acumulação de ar frio.</p>
<p>O QUE FAZER NA PERSPECTIVA DE GEADA IMEDIATA</p>
<p>As condições para ocorrência de geadas de radiação são:</p>
<p>Céu claro</p>
<p>Ausência de ventos</p>
<p>Baixa umidade do ar e</p>
<p>Temperaturas baixas;</p>
<p>As plantas têm diferentes sensibilidades ao frio e portanto o ponto letal varia com a temperatura que atinge a folha: café morre com -3,5 C, tomate com +2 C e banana com +5 C.</p>
<p>Em noites propícias à geadas (obs.1), o gradiente de queda noturna das temperaturas do ar e das folhas aproxima-se de 1 grau /hora, à partir das 17 horas até as 06 horas.</p>
<p>Segundo o Dr. Ângelo Paes de Camargo &#8211; IAC &#8211; pode-se fazer uma estimativa, a curtíssimo prazo (na madrugada), da possibilidade de geadas danosas às plantas medindo-se, com um termômetro comum, as temperaturas na copa da cultura (nível das folhas externas superiores). Coloca-se o termômetro à 10 cm das folhas, exposto ao céu e começa a se observar as temperaturas próximo às 18 horas. Caso esteja ao redor dos 9 graus significa que às 6 da manhã, com céu limpo e baixa umidade, chegará próximo aos -3 C nas folhas, podendo danificar cafeeiros. Se estiver em 12 C, chegará aos 0 C, danificando plantas hortícolas, etc. Deve-se acompanhar a queda das temperaturas se possível de hora em hora, até meia noite para verificar o gradiente.</p>
<p>O melhor método de proteção direta, caso se concretize a queda de 1C/horas é através de irrigação (aspersão, alagamento, regador etc.), com início após a comprovação da queda da temperatura até nível letal. Métodos de proteção física como cobrir as mudas ou plantas com jornal, sacos de papel ou plásticos também são eficientes.</p>
<p>As plantas são danificadas antes do nascer do sol, durante a madrugada. De nada adianta queimar pneus ou fazer fumaça apenas.</p>
<p>Para culturas perenes, como o café, a manutenção do terreno completamente limpo, nas meias encostas, pode ajudar como defesa preventiva.</p>
<p>FATOS E MITOS</p>
<p>Em noite de geada, o ar em contato com as folhas das plantas é resfriado tornando-se mais denso e acumulando-se nas partes mais baixas do terreno. Pode se associar essa ação como se o ar frio fosse água em dia de chuva, que escorre pela encosta abaixo e se acumula nas baixadas. Daí a expressão &#8220;estar com o pé gelado&#8221; em noites frias ser verdade já que o ar nas partes mais baixas sempre está mais frio.</p>
<p>As folhas vegetais morrem devido ao intenso resfriamento causado pelo ar frio. Isso ocorre durante a madrugada, normalmente no horário próximo ao nascer do sol, quando a temperatura atinge o nível mínimo. É falso portanto dizer que a planta é queimada pelos raios solares, logo ao nascer do sol. A claridade serve apenas para se constatar que as plantas foram queimadas. Se fosse verdade essa crença, as plantas sempre seriam queimadas apenas na face Leste, correspondente ao lado do nascimento do sol.</p>
<p>As plantas têm diferentes níveis térmicos letais. Café e Cana morrem com -3,5C, Citrus com -7C, Tomate com 2C e Banana e Mamão com 5 a 6C. Assim, em boa parte dos casos, a formação de gelo nas folhas pode não ser a causa de morte das plantas, como observado para o café.</p>
<p>A queima de pneus para fazer fumaça em noite de geada não tem eficiência alguma na proteção das plantas. A fumaça não tem o poder de impedir a perda de calor pelas folhas. A produção de neblina (gotículas de água) é que tem eficiência como forma de defesa.</p>
<p>Não se deve confundir Geada Negra com Geada de Vento. As geadas negras são caracterizadas pelo intenso resfriamento da superfície vegetal em noites com ar extremamente seco, muito frias e calma total. Nesse caso, a perda de calor pelas folhas é muito rápida e intensa, causando queima total pelo frio. As geadas de vento são causada por ventos frios, normalmente provenientes de Sul ou Sudeste e queimam normalmente apenas uma face da planta.</p>
<p>GEADAS OBSERVADAS NA REGIÃO DE CAMPINAS-SP: 1890 A 1999.</p>
<p>Ocorrência de geadas na região de Campinas com temperaturas mínimas absolutas observadas no abrigo meteorológico menores ou iguais a 2,5C, entre 1890-1920, 1929-2000 (atualização de trabalho de A.. P. de Camargo).</p>
<p>A SERRAGEM SALITRADA NO COMBATE À GEADA</p>
<p>Eng. Agr. Ângelo Paes de Camargo</p>
<p>A combustão da serragem salitrada constitui um dos meios mais práticos e baratos de obter, artificialmente, a turvação atmosférica para o combate à geada de irradiação, que é a única forma de manifestação severa do fenômeno em São Paulo. Essa mistura neblígena foi desenvolvida pelos técnicos da &#8220;Comissão de Estudos para a Defesa contra a Geada&#8221; do Paraná e tem o mérito de utilizar matéria prima de fácil obtenção, podendo ser preparada, sem dificuldade, na própria fazenda.</p>
<p>COMPOSIÇÃO DA MISTURA:</p>
<p>Serragem seca de madeira&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; 20 kg (7 latas das de querosene)</p>
<p>Salitre seco peneirado&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. 8 kg (8 latas das de um litro de óleo)</p>
<p>Óleo queimado ou diesel&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; 6 litros</p>
<p>Água&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. 4 litros</p>
<p>A serragem pode ser de qualquer madeira. Não deve todavia, constituir-se de aparas obtidas em plainas ou outras máquinas semelhantes.</p>
<p>O salitre, que é o mesmo usado para adubo, deve estar bem seco e moído para possibilitar uma mistura bem homogênea. Sua secagem poderá ser feita expondo-se durante um dia ao sol, em um terreiro pavimentado ou sobre sacaria estendida no solo.</p>
<p>O óleo queimado ou usado é aquele retirado do carter do motor de automóvel, quando da troca de óleo, e não deve estar misturado com gasolina. Por essa razão, o óleo queimado de oficinas de conserto nem sempre serve, pois costuma conter gasolina que foi empregada na limpeza. Na falta do óleo queimado, pode-se empregar o óleo diesel comum (fuel oil), com os mesmos resultados.</p>
<p>Esses ingredientes precisam ser muito bem misturados antes da utilização, Não estando a mistura bem homogênea, a combustão será muito irregular e a produção da neblina bastante prejudicada. Se houver grumos de salitre, eles se inflamarão formando chamas que poderão provocar a queima da própria neblina já produzida, que é combustível, transformando-a em fumaça que não tem a propriedade de impedir a perda de calor por irradiação.</p>
<p>A operação de mistura dos ingredientes da serragem salitrada poderá ser feita em terreiros bem limpos ou misturadores rotativos, como aqueles utilizados para a desinfecção de sementes ou preparo de misturas de adubo.</p>
<p>A mistura pronta será posta a queimar, para a produção de neblina, em buracos abertos no chão em pontos no terreno situados, normalmente. A montante da cultura a defender contra a geada. Essas covas, com as dimensões de 40 a 50 cm de diâmetro e 70 a 80 cm de profundidade, deverão ser cheias apenas pela metade com a mistura neblígena. Dessa forma, em cada uma delas vão cerca de 50 litros da mistura de serragem salitrada, ficando portanto, uma parte vazia, de perto de 30 cm de altura, que vai constituir uma espécie de câmara para o resfriamento da neblina, antes de seu lançamento na atmosfera. Depois de colocada a mistura na cova, esta deve ser coberta com uma tampa de madeira ou, preferivelmente, de lata, onde se fez cerca de meia dúzia de orifícios de 5 a 7 cm de diâmetro para o escape da neblina.</p>
<p>A exigência de se deixar uma câmara vazia em cada cova visa diminuir a possibilidade de queima da neblina e facilitar a extinção das chamas. Caso elas se manifestem, basta cobrir a tampa perfurada com outra inteiriça, forçando a extinção das labareda pelo abafamento.</p>
<p>A mistura neblígena poderá, sem inconvenientes, ser colocada nas covas, com alguns dias de antecedência. Basta evitar-lhe o umedecimento, cobrindo a cavidade com tampa não perfurada e protegendo-a contra a entrada de enxurrada, quando de chuvas pesadas.</p>
<p>Para pôr a mistura em combustão lenta, usa-se um pedaço de estopim, desses empregados em dinamite, com 30 a 40 cm de comprimento, tendo na ponta que vai enterrada na mistura neblígena um saquinho que contém uma mistura incendiária. Essa mistura tem a seguinte composição:</p>
<p>Pólvora&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. 1 colher (das de sopa)</p>
<p>Salitre seco&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; 4 colheres</p>
<p>Serragem seca&#8230;&#8230;&#8230;. 4 colheres</p>
<p>Chegando o momento de começar a turvação da atmosfera (quando a temperatura no termômetro colocado na parte mais fria do cafezal cair a 2 graus acima de zero), põe-se fogo na extremidade do estopim, o que fará acender, em pouco tempo, a mistura incendiará e iniciar a combustão lenta da mistura neblígena.</p>
<p>Normalmente, são suficiente cerca de duas covas por alqueire, embora nem todas precisem obrigatoriamente, ser acesas na noite da geada. Tais covas, ao invés de ficarem distribuídas. regularmente, pela lavoura a defender, deve situar-se em lugares estratégicos, normalmente a montante da lavoura ou nas cabeceiras das bacias ou vales a proteger. Muitas vezes, poderão estar mesmo inteiramente fora da área que se pretende cobrir pela nebulização. Convém Ter em mente que, em noite de geada, existe sempre a brisa descendente microclimática, em conseqüência do escoamento do ar frio sobre as encostas do terreno em direção as baixadas.</p>
<p>Para a garantia de sucesso na turvação atmosférica é preciso que a pessoa dela encarregada, na noite de geada, esteja bem familiarizada com o método. Para isso, é preciso praticar com antecedência a queima da mistura neblígena. Esta, muitas vezes , não se queima bem, por estar muito úmida. Será preciso, então, secá-la um pouco mais. Outras vezes, está demasiado seca e a combustão torna-se rápida demais, facilitando ainda, a inflamação da neblina. É preciso, nesse caso, umidecê-la, acrescentando-lhe um pouco de água e misturando-a bem, novamente. Com a prática, o operador reconhecerá, com facilidade, pelo simples tacto, o estado ideal de umidade que deve apresentar a mistura antes de ir para o campo.</p>
<p>Uma carga de mistura neblígena pode se queimar em uma ou duas horas. É comum, portanto, tornar-se necessário o reabastecimento da cova para continuar a nebulização em noite de geada forte. Outras vezes, pela repetição da geada, é preciso efetuar nova nebulização na noite seguinte. O lavrador deve, pois, estar prevenido, preparando com antecedência as quantidades necessárias do material neblígeno, para atender a essas eventualidades.</p>
<p>OBSERVAÇÃO:</p>
<p>A eficiência do uso da serragem salitrada no combate direto às geadas depende fundamentalmente das condições ambientes no momento da aplicação. Bons resultados são muito difíceis de serem obtidos, motivo pelo qual o método deixou de ser recomendado há alguns anos. Portanto, a tentativa de uso é de responsabilidade exclusiva do interessado.</p>
<p>Cepagri/Unicamp</p>
<p>28 de Junho de 2000</p>
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		<title>Crônicas da Vida de Chafi Nader</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 14:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos trabalhando para atende-los, aguardem - Dúvidas/  floresta@netsite.com.br Crônicas da Vida. Preço R$ 25.00 Este livro é um instrumento por meio do qual procuro transmitir parte de minha ideologia e de meus pensamentos como filho, pai, esposo, cidadão e profissional. Neste meu pequenino espaço onde algumas letras formaram palavras e frases, procurei compor o texto <a href="http://florestasite.com.br/book-store-livros-loja-de-livros-biblioteca-library/cronicas-da-vida-de-chafi-nader/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
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<p>Crônicas da Vida. Preço R$ 25.00</p>
<p>Este livro é um instrumento por meio do qual procuro transmitir parte de minha ideologia e de meus pensamentos como filho, pai, esposo, cidadão e profissional. Neste meu pequenino espaço onde algumas letras formaram palavras e frases, procurei compor o texto adequado para que eu pudesse transmitir as minhas opiniões sobre honra, moral, política, economia, amizade e outros temas tão importantes que estão em falta nesta época em que vivemos. Eu não poderia deixar um legado diferente a todos aqueles que estiveram vivendo ao meu lado. Um legado de amizade, fidelidade e amor a nossa pátria.</p>
<p>Autor: Chafi Nader</p>
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		<title>Estoques menores</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 13:45:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo uma pesquisa da agência Bloomberg, os estoques norte-americanos bem como os mundiais de soja, milho e trigo depois da colheita do ano, provavelmente, serão menores do que o previsto pelo departamento em novembro em razão da forte demanda pelos produtos. A expectativa do mercado para as reservas dos EUA de milho é de 20,48 <a href="http://florestasite.com.br/noticias-agro-negocios-gado-boi-cafe/542/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/clipart_cartoon396.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-543" title="clipart_cartoon396" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/clipart_cartoon396-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Segundo uma pesquisa da agência Bloomberg, os estoques norte-americanos bem como os mundiais de soja, milho e trigo depois da colheita do ano, provavelmente, serão menores do que o previsto pelo departamento em novembro em razão da forte demanda pelos produtos.</p>
<p>A expectativa do mercado para as reservas dos EUA de milho é de 20,48 milhões de toneladas, em novembro, o USDA estimou estoques em 21,01 milhões de toneladas. Já para a soja, espera-se 4,48 milhões de toneladas, enquanto no mês passado foram 5,03 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa é de 22,9 milhões de toneladas, em novembro, eram 23,08 milhões de toneladas.</p>
<p>Ainda segundo a pesquisa, os estoques mundiais das três commodities também serão menores do que o previsto pelo USDA em novembro. De acordo com alguns analistas, as reservas estarão reduzidas também em comparação com o estocado há um ano.</p>
<p>As expectativas do mercado para os estoques globais de milho são de de 128,71 milhões de toneladas, as de soja de 60,59 milhões de toneladas e as de trigo de 171,30 milhões de toneladas.</p>
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		<title>Meu livro</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 09:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este livro é um instrumento por meio do qual procuro transmitir parte de minha ideologia e de meus pensamentos como filho, pai, esposo, cidadão e profissional. Neste meu pequenino espaço onde algumas letras formaram palavras e frases, procurei compor o texto adequado para que eu pudesse transmitir as minhas opiniões sobre honra, moral, política, economia, <a href="http://florestasite.com.br/noticias-agro-negocios-gado-boi-cafe/538/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_539" class="wp-caption alignnone" style="width: 112px"><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/capa-do-livro-p-email.jpg"><img class="size-full wp-image-539" title="capa do livro p email" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/capa-do-livro-p-email.jpg" alt="" width="102" height="134" /></a><p class="wp-caption-text">Crônicas da Vida</p></div>
<p>Este livro é um instrumento por meio do qual procuro transmitir parte de minha ideologia e de meus pensamentos como filho, pai, esposo, cidadão e profissional. Neste meu pequenino espaço onde algumas letras formaram palavras e frases, procurei compor o texto adequado para que eu pudesse transmitir as minhas opiniões sobre honra, moral, política, economia, amizade e outros temas tão importantes que estão em falta nesta época em que vivemos. Eu não poderia deixar um legado diferente a todos aqueles que estiveram vivendo ao meu lado. Um legado de amizade, fidelidade e amor a nossa pátria.</p>
<p>Hoje- Dia 06 às 19 horas na PARALER do Ribeirão Shopping.</p>
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		<title>O mercado cafeeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 17:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chafi Nader</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 360,94/saca de 60 kg, com ligeira alta de R$ 0,21/saca em relação ao de quarta. O mercado cafeeiro seguiu lento nessa quinta-feira (02). Colaboradores do Cepea comentam que o mês de dezembro geralmente já é mais calmo e, <a href="http://florestasite.com.br/noticias-agro-negocios-gado-boi-cafe/o-mercado-cafeeiro/"><b>...Leia mais...</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Cofeebrk.jpg"><img title="Cofeebrk" src="http://florestasite.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Cofeebrk-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 360,94/saca de 60 kg, com ligeira alta de R$ 0,21/saca em relação ao de quarta. O mercado cafeeiro seguiu lento nessa quinta-feira (02). Colaboradores do Cepea comentam que o mês de dezembro geralmente já é mais calmo e, nesta temporada, a lentidão pode ser ainda maior. Isto porque, com a proximidade do final do ano, negociantes já começam a se preocupar com a declaração do imposto de renda, segundo pesquisas do Cepea.</p>
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