Inflação?

2 de dezembro de 2010
by Chafi Nader

A maior alta nos preços dos alimentos básicos foi registrada em Manaus, onde os valores subiram 9,28%. Fortaleza e Vitória vieram em seguida, com reajustes de 8,03% e 6,7% respectivamente. As variações pesaram menos para os moradores de Porto Alegre, que tiveram de desembolsar 1,04% a mais em novembro para adquirir os produtos da cesta.

São Paulo mantém a liderança no custo da cesta básica. Com um aumento de 4,26% em novembro, o preço do conjunto de alimentos medidos pelo Dieese chegou a R$ 264,61. O forte reajuste registrado em Manaus no último mês deixou a capital amazonense na segunda posição de custos. O valor apurado para a cesta básica chegou a R$ 250,56 em novembro.

Os moradores de Aracaju e João Pessoa desembolsaram o menor valor para preencher a mesa com os alimentos básicos em novembro. As duas capitais foram as únicas pesquisadas pelo Dieese a registrar valores abaixo de R$ 200. A cesta básica custava R$ 179,78 em Aracaju e R$ 193,49 em João Pessoa no último mês.

O levantamento do Dieese sugere que o salário mínimo necessário para o trabalhador brasileiro cobrir despesas básicas em novembro deveria ficar em R$ 2.222,99. O cálculo, feito com base no custo da cesta básica de São Paulo, considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor representa 4,35 vezes o mínimo vigente de R$ 510.

Segundo os cálculos do Dieese, os trabalhadores remunerados com um salário mínimo tiveram de cumprir uma jornada de 98 horas e 12 minutos em novembro para comprar a cesta básica. O valor dos alimentos comprometeu 48,52% do salário líquido — após o desconto da previdência — desses empregados na média das 17 capitais. Em outubro, a parcela dedicada à compra da cesta básica havia sido 46,53% do salário mínimo líquido.

PREÇOS

A carne foi a maior responsável pelo aumento do peço da cesta básica nas 17 capitais em novembro. O produto tem o maior peso na composição do conjunto de produtos apurados. O avanço no preço chegou a 19,12% em Fortaleza.

De acordo com o Dieese, a alta está relacionada à seca do meio do ano e o aumento da demanda externa pelo produto. Em um ano, os preços da carne já registram alta de 34% em Recife e 33,12% em São Paulo.

A alta do açúcar no mercado internacional puxou os preços internos. O item avançou em 16 capitais em novembro. Em 12 meses, o avanço atingiu todas as 17 cidades pesquisadas, com destaque para Brasília, onde item ficou 34,6 % mais caro.

A estiagem do meio do ano ainda afeta os preços do leite em 12 capitais, mas a previsão dos técnicos é de alívio nos preços com maior regularidade das chuvas. O preço do pão teve aumento moderado em 13 cidades. A variação máxima foi apurada em Fortaleza: 3,98%.

O tomate teve a maior redução de preços. Em 12 meses, o valor só não caiu em Manaus. Os cariocas pagaram em novembro 51,23% a menos pelo item do que tinham de desembolsar um ano antes.

fonte: folha.com

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